Comentários 1 Respostas para Cagepa: Prefeituras são maiores devedore Ananias Baracuhy: 2012-05-30 08:28:03 O que a Cagepa está pedindo,é o que os caloteiros privilegiados estão se negando de pagar...por que isso não vem a público???hoje somente com a diferença de juros pagos até há quinse dias,já é uma justificativa suficiente para se operar uma rolágem da dívida.Por que não se abre o jogo e se joga com frnanqueza?é porque não querem mostrar um plano de recuperação da empresa para o carnaval de irresponsabilidades continuar???é preciso de gestão,é preciso fazer um plano de cobrança e ser bem divulgado para o público,é preciso se fazer cobrança em campanha publicitária,denunciar os caloteiros públicos e etc...o RC não é metido a austero???já sei,austeridade só com os fracos...não faz 90 dias que a alternativa que ele escolhera,seria demissão em massa de funcionários e que foi prontamente rechaçada pelo tribunal do trabalho,graças a Deus.Quando o assunto é bater nos fracos,ele é muito ágil que aliás,isso é próprio dos covardes
quarta-feira, 15 de maio de 2013
OS BANDIDOS NAO PARAM DE ROUBAR EM MAGABEIRA dessa vez dois badidos em uma moto fortimente armados roubaram uma bauconista de uma padaria em magabeira a bauconista que nao quis revelar o nome teve seu aparelho telefonico furtado por vouta das 14.hr desta quarta feira procimo a escola estadual dayvid trindade em magabeira 2 a vitima ficou em estado de choque. moradores relatou que e cos
tante a onda de assautos na quela localidade a policia fez rondas a procura dos badidos mas ate o fechamento dessa materia niguem foi preso
Homem embriagado morre atropelado ao tentar atravessar rodovia da Paraíba
A mãe dele, ao ver o filho sendo atingido, correu para socorre-lo, mas acabou sendo atropelada também.
Blog do Márcio Rangel
Homem ficou preso embaixo do carro
Um grave acidente foi registrado no início da noite dessa terça-feira (14), na rodovia BR-104, em São Sebastião de Lagoa de Roça, no Agreste da Paraíba, quando Dorivaldo Vital Lourenço (37) morreu atropelado ao tentar atravessar a rodovia.
De acordo com parentes da vítima, ele havia consumido bebidas alcoólicas em um bar durante boa parte da terça-feira e depois quis atravessar a pista, embriagado. Dorivaldo foi atingido por dois veículos e ficou preso na parte inferior de um dos automóveis, já sem vida.
A mãe dele, a aposentada Terezinha Vidal, de 72 anos, ao ver o filho sendo atingido, correu para socorre-lo, mas acabou sendo atropelada também e foi levada em estado grave para o Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga em Campina Grande. Ela permanece internada com várias fraturas.
Os motoristas de dois veículos conseguiram fugir, mas o condutor do carro onde Dorivaldo ficou preso permaneceu no local. Cláudio Valério explica: "Chovia e a visibilidade estava ruim; pensei que era uma caixa de papelão. Ele já havia sido atropelado por outro automóvel que seguia mais à frente.
Na Paraíba, passageiro que usar som alto em transportes coletivos pode ser multado em R$ 1 mil
As empresas que permitirem o descumprimento da determinação também podem pagar multa no mesmo valor
Divulgação
Som alto nos ônibus irrita passageiros
Agora é lei. O uso aparelhos sonoros em transportes públicos está proibido na Paraíba. A lei não permite a utilização dos dispositivos no modo ‘alto-falante’ em ônibus, trens e balsas. O passageiro que insistir em ouvir o som alto durante trajeto no coletivo pode pagar multa de R$ 1 mil. A lei foi publicada edição do Diário Oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (15). As empresas que permitirem o descumprimento da determinação também podem pagar multa no mesmo valor.
O projeto de lei foi de autoria do deputado estadual Gervásio Maia (PMDB). Ele considera aparelho sonoros os telefones celulares, ipod, tablet, notebook, netbook, rádio, MP3, MP4, minicaixas de som portáteis, tocadores pessoais de música em formato digital, pen drive acoplado a minicaixas de som e similares.
Os passageiros que quiserem escutar músicas no transportes públicos deverão usar fones de ouvido. O Procon estadual e os municipais irão fiscalizar o cumprimento da lei. A polícia também poderá ser acionada em caso de desobediência.
De acordo com o deputado Gervásio Maia , a ideia surgiu a partir das reclamações dos usuários que muitas vezes são obrigados a compartilhar o som alto dos aparelhos sonoros durante o trajeto nos transportes públicos.
"Muitos usuários têm reclamado sobre o incômodo no uso dos transportes, pois algumas pessoas utilizam o som do celular para ouvir música em som alto. Então, o intuito do projeto é fazer com que estes usuários sejam respeitados, pois muitos voltam para casa cansados do trabalho", ressaltou.
Caso não seja cumprida a lei, o infrator poderá ser multado no valor de R$ 1 mil. Porém, a lei prevê advertência quando da primeira infração. “Todo mundo pode denunciar. A obrigação do cumprimento deve acontecer não só pelo passageiro, mas também através da empresa”, disse Gervásio.
O responsável por fiscalizar a aplicação da lei será o Procon estadual e municipais, os órgãos de proteção ao consumidor e secretarias do Meio Ambiente. A polícia também poderá ser acionada em caso de desobediência.
Câmera flagra marceneiro sendo perseguido e assassinado em Bayeux
Familiares disseram que José Marcos não tinha envolvimento com crimes, nem com o tráfico de drogas
Bayeux Jovem
José Marcos morreu na hora
A câmera de segurança de um estabelecimento comercial flagrou o momento em que o marceneiro José Marcos Soares da Silva, 50 anos, foi assassinado a tiros na tarde desta terça-feira (14), na cidade de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa.
As imagens mostram que um homem chegou a pé, interceptou a vítima e efetuou vários disparos. José Marcos morreu na hora. Após o assassinato, o acusado fugiu sem deixa pistas.
A Polícia Militar informou que um veículo estacionou embaixo do viaduto da BR 230, na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, e um homem desceu do carro e foi em direção ao marceneiro.
O acusado efetuou vários disparos na vítima que morreu na hora. Familiares disseram que José Marcos não tinha envolvimento com crimes. O homicídio do marceneiro ainda é um mistério para as autoridades policiais.
Acusado de assaltos foge algemado em João Pessoa, mas é recapturado
De acordo com o tenente Márcio Alcantara, o assaltante foi encaminhado para o Distrito Integrado de Segurança Pública da Paraíba (Disp), no mesmo bairro
Internet
UPA Oceania
Um homem – ainda não identificado – foi preso em flagrante acusado de assaltos no Retão de Manaíra, em João Pessoa, no início da tarde desta quarta-feira (15). Durante a prisão, mesmo algemado, o preso saiu correndo, mas foi recapturado.
O tenente da Polícia Militar Márcio Alcântara, informou que uma guarnição foi acionada para verificar a ocorrência de assaltos nas imediações da Unidade de Pronto Atendimento – UPA Oceania, situada no bairro de Manaíra.
Quando os policiais chegaram ao local encontraram o jovem em atitude suspeita. “Ele foi preso em flagrante acusado de assaltos e tentou fugir da guarnição. Houve perseguição, mas o acusado foi pego”, disse o policial.
De acordo com o tenente, o assaltante foi encaminhado para o Distrito Integrado de Segurança Pública da Paraíba (Disp), no mesmo bairro.
terça-feira, 14 de maio de 2013
A CIDENTE GRAVE DEIXA UMA PESSOA MORTA EM CUBATI UM GRAVE ACIDENTE DEIXOU UMA PESSOA MORTA NA ESTRADA DE CUBATI MUNICIPIO PARAIBANO A VITIMA BATEU EM FRENTE COM UM CARRO O RAPAZ QUE MORREU TEVE A PERNA E A MAO DECEPADA NA HORA DO ACIDENTE A DELEGACIA DO MUNICIPIO ESTAVAM FEICHADA o DELEGADO REGIONAL DA CIDADE RESPONDE POR MAIS CINCO CIDADES SEGUNDO IFORMAÇOES A DELEGACIA SO FOCIONA EM 15,15 DIAS A VITIMA FATAL FOI JOSINALDO OLIVEIRA MEDEIRO 24 ANOS O ACUSADO E PEDRO LUNA FREIRE QUE AINDA NAO FOI ENCOMTRADO.VEJA AS FOTOS.
Viatura é entregue com erro de português na Paraíba; veja foto
Nome Polícia foi escrito, como mostra a foto, com o acento agudo no L no lugar do I.
O governador Ricardo Coutinho (PSB) entregou, no final da manhã desta quinta-feira (09), durante solenidade no Palácio da Redenção, 75 novos veículos para auxiliar os trabalhos dos profissionais de segurança no Estado.
No entanto, um fato que chamou muito a atençãodos presentes foi a falta de ‘vigilância’ da empresa responsável pela adesivagem das viaturas com as regras gramaticais da língua portuguesa.
Simplesmente, em um dos 50 Chevrolet Spin, o nome Polícia foi escrito, como mostra a foto, com o acento agudo no L no lugar do I.
Isso mesmo, o acento agudo, na viatura 792, está em cima de um consoante, no caso a letra L.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Maiores prefeituras da PB não aderem a protesto contra Dilma e mantêm serviços à população
A manifestação foi organizada pela Famup, que previa a paralisação de 24 horas e funcionamento apenas dos serviços essenciais
Divulgação
Buba Germano em encontro em Maceió
O protesto organizado pela Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) previa o apoio dos 223 municípios, que deveriam paralisar os serviços públicos durante todo dia nesta segunda-feira (13). Apesar do apelo do presidente da Famup, Buba Germano, para que as cidades participassem efetivamente da manifestação, algumas das principais prefeituras do Estado 'boicotaram' o movimento e mantiveram os serviços funcionando normalmente.
O protesto é contra a gestão da presidente Dilma Rousseff, que não estaria priorizando ações e recursos para a seca. As prefeituras fechariam suas portas por 15 dias, no protesto com o objetivo de chamar atenção do Governo Federal e exigir mais políticas públicas para o combate aos seus efeitos.
As assessorias de comunicação e secretárias municipais das cidade de João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Patos, Bayeux, Santa Rita e Guarabira confirmaram que estão com suas atividades em funcionamento normal. Entre as prefeituras que não paralisaram os serviços está a de Picuí, onde o prefeito da cidade é aliado ao presidente da Famup; Buba Germano governou Picuí por dois mandatos consecutivos, de 2004 a 2010.
Os assessores de comunicação informaram que as prefeituras apoiam o protesto, mas que seria inviável aderir a uma manifestação desse nível, devido ao porte da cidades. A paralisação, no entendimento dessas gestões, iria gerar muitos prejuízos à sociedade.
A proposta da Famup era para que apenas os serviços essenciais fossem mantidos. O protesto foi organizado de acordo com a orientação de presidentes das entidades municipalistas do Nordeste. A manifestação foi acordada no dia 30 de abril, durante reunião dos presidentes de entidades municipais realizada, em Maceió, capital de Alagoas.
Na tarde desta segunda-feira (13), gestores municipais paraibanos deverão fazer um ato contra a política adotada pelo Governo Federal em relação à seca e participarão de uma sessão especial na Assembleia Legislativa da Paraíba, às 15h, para discutir as dificuldades enfrentadas no período de estiagem. A sessão foi proposta pela deputada Gilma Germano (PPS) e ocorrerá no plenário José Mariz.
Segundo Buba Germano, alguns prefeitos paraibanos devem participar do protesto na ALPB . “Estamos cobrando uma maior atenção do governo federal sobre a questão da seca, que deixou um rastro de destruição sem comparação na história do Nordeste”, diz Buba Germano, presidente da Famup.
De acordo com a 'Carta do Nordeste', este ano mais de 1.400 municípios nordestinos decretaram Situação de Emergência. Isso totaliza 22% das cidades brasileiras. Quase 10 milhões de pessoas passam por problemas como a falta de água, a perda do rebanho e o desemprego.
PMDB-JP: Reunião que deve confirmar nome Manoel Júnior na presidência é adiada
O evento está previsto para iniciar às 10h, na sede do partido, em João Pessoa
Fernando Milanez
Fernando Milanez
O vereador de João Pessoa Fernando Milanez disse, neste domingo, que a Executiva Estadual do PMDB voltará a se reunir sexta-feira (17) para divulgar os nomes dos novos integrantes da comissão provisória do Diretório Municipal da legenda em João Pessoa. O vereador afirmou que a composição foi definida na reunião do partido de segunda-feira passada. Segundo ele, o encontro seria hoje, mas a pedido do presidente do Diretório Estadual, José Maranhão, foi adiado. “Ele está em Tocantins e não chegaria a tempo para participar da reunião”, informou. O evento está previsto para iniciar às 10h, na sede do partido, na Capital.
“Todos que estiveram presentes na última reunião já estão cientes do novo encontro de sexta, quando conheceremos a nova comissão provisória do Diretório Municipal”, disse Fernando Milanez. De acordo com o vereador, o único integrante da executiva que não esteve presente na escolha dos nomes da nova comissão provisória foi o deputado federal Benjamin Maranhão, ex-presidente da comissão. “Como ele não vem participando das reuniões nós não poderíamos ficar a mercê dele para tomar as decisões”, disparou Milanez.
O deputado federal Manoel Júnior deve assumir a presidência da comissão provisória, o vereador Fernando Milanez está cotado para ser primeiro vice-presidente. A primeira secretária geral deve ficar com o deputado estadual Gervásio Maia. Para assumir a segunda secretária geral estão cotados o deputado federal Benjamin Maranhão e o vereador João Almeida.
Polícia Ambiental apreende oito 'paredões' de som em operação na Grande João Pessoa
Autoridades estão trabalhando cada vez mais para cobir paredões de som na Paraíba.
Divulgação
O Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) apreendeu mais oito equipamentos de som (paredões) durante as ações da ‘Operação Sossego’, neste fim de semana. Os flagrantes foram feitos nos bairros de Várzea Nova (em Santa Rita), Mutirão (em Bayeux) e diversos locais da Capital (Cruz das Armas, Grotão, Bairro dos Novaes, Mangabeira e Jardim Planalto). As multas aplicadas somam aproximadamente R$ 50 mil, conforme informou o comandante do BPAmb, tenente coronel Adielson Pereira.
Segundo ele, desde o início do ano, 91 equipamentos de som foram apreendidos por ultrapassarem os limites permitidos por Lei – que é de 55 decibéis durante o dia e 50 à noite, na zona urbana. Nesse fim de semana, a ocorrência de maior destaque foi registrada em Mangabeira, onde um homem foi notificado pelo uso indevido do som e ainda por manter irregularmente em cativeiro um pássaro silvestre. No total, ele foi multado em R$ 20 mil e conduzido a delegacia por desacatar a guarnição do BPAmb.
Nas demais ocorrências, de acordo com o tenente coronel Adielson, os proprietários dos equipamentos foram multados em valores entre R$ 5 e R$ 10 mil. Toda aparelhagem apreendida foi levada para a sede do BPAmb, situada no Jardim Botânico (Castelo Branco), onde ficam à disposição da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).
“Os equipamentos só podem ser recuperados pelos proprietários após o pagamento da multa. Mas, caso eles não quitem o débito no prazo estabelecimento pela Sudema, os sons são doados para instituições públicas, Organizações Não Governamentais ou entidades carentes.
policial
13/05/2013 | João Pessoa | Bessa
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Pedreiro é encontrado morto dentro de matagal no Bessa
O pedreiro José Cícero Rosendo, 33 anos, conhecido como 'Zé de Janai', foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (13), na comunidade São Luiz, no bairro do Bessa na capital.
Segundo informações, por volta das 22h30, moradores ouviram disparos em frente de uma granja e acionaram a Polícia Militar através do 190.
O corpo foi encontrado por um trabalhador, que passava no local e se deparou com o sinistro.
O perito criminal informou que a vitima foi morta a golpes de faca e tiros.
Usuário de drogas é executado com 11 tiros em Cabedelo
fotos aguinaldo mota reporter policial paçeiro portal tribuna da verdade
Na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, um homem foi morto na comunidade Jardim Manguinhos. Segundo a Polícia, a vítima foi morta com onze tiros de pistola 380. Os disparos atingiram costas e tórax da vítima.
A vitima que não foi identificada estava com uma pedra de crack na mão, o que leva a policia acreditar que ele fosse usuário de drogas
Homem é assassinado a tiros e golpes de faca dentro de bar no Renascer
Um homem não identificado foi assassinado na noite deste domingo (12), quando bebia em um bar no conjunto Renascer I em João Pessoa.
O proprietário do bar disse a policia, quando entrou para pegar uma cerveja a pedido do desconhecido, ouviu alguns tiros, ao sair o homem já estava ao solo sem vida.
A pericia constatou que o homem foi assassinado a tiros e golpes de faca.
O corpo do desconhecido foi removido para o Gemol no bairro do Cristo Redentor, onde ficara aguardando familiares para identificação.
Fonte: Redação
Crédito das fotos: Aguinaldo Mota
domingo, 12 de maio de 2013
Estudante de Direito, que também é irmão de major, é assassinado em praça da Capital
Outras três pessoas foram mortas neste final de semana em João Pessoa.
190 PB
Estudante de Direito assassinado Um
estudante de Direito que também é irmão de um major da Polícia Militar
foi assassinado na tarde deste sábado (11) quando conversava com amigos
em uma praça no bairro da Torre, em João Pessoa. André Luiz de
Araújo Cavalcanti, 24 anos, estava voltando do trabalho (gerente de uma
vidraçaria) quando ia aproveitar o sábado conversando com amigos na
Praça São Gonçalo, mas acabou sendo surpreendido por homens
desconhecidos que efetuaram dois tiros na cabeça dele. De acordo
com informações do delegado de Homicídios, Marcos Paulo, os amigos
fugiram e na localidade ninguém quis falar sobre o caso. A autoridade
está investigando o crime. Pedreiro assassinado por "amigo" Na
manhã deste sábado (11), um pedreiro foi perseguido e assassinado a
tiros no bairro dos Funcionários II, zona Oeste da Capital. O principal
suspeito é um “amigo” que trabalhava com ele no ramo de construção. José
Leonardo dos Santos Silva, 18 anos, estava fazendo compras com a esposa
na feira do bairro do Grotão quando um homem deu um tiro para
atingi-lo. A vítima tentou fugir, mas sofreu perseguição pelo suspeito e
um comparsa; ao chegar próximo do campo de futebol localizado nos
Funcionários II, o pedreiro foi alcançado pelos acusados que dispararam
vários tiros e depois fugiram em uma motocicleta. A mulher do
pedreiro foi atrás do marido e ainda o encontrou com vida. Como
responsável pelo crime, ele acusou um “amigo” conhecido como Emanuel,
que também trabalhava como pedreiro junto com a vítima. A mulher ainda
informou à polícia que há alguns dias os dois homens haviam se
desentendido por causa de um pagamento. O capitão Elson do 5º BPM
trabalha para deter o suspeito. O delegado de Homicídios, Odilon
Ribeiro, também esteve no local e analisa a hipótese de vingança. Outros assassinatos neste final de semana Duas
pessoas foram assassinadas a tiros no bairro de Mangabeira, em João
Pessoa com as mesmas características. Elas estavam caminhando no meio da
rua quando foram surpreendidas por desconhecidos que efetuaram vários
disparos. Por volta das 21h dessa sexta-feira (11), um outro
homicídio aconteceu em Mangabeira VIII, quando José de Lima Fenandes, 24
anos, se dirigia a pé em direção à praia de Jacarapé, Litoral Sul, e
foi alvejado com vários tiros por homens desconhecidos. Ele ainda chegou
a ser socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto
Lucena em João Pessoa, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e
morreu enquanto era internado na unidade. Já na madrugada deste
sábado (11), Irinaldo Inácio Francisco de Morais, 21 anos, foi
assassinado também enquanto caminhava na rua. Dessa vez, dois homens em
uma motocicleta chegaram disparando cerca de oito tiros contra a vítima
que morreu no local. Até o final deste sábado, ninguém foi preso.
Mães na Dor: mulheres se unem na busca por Justiça de filhos assassinados
Para
quem perdeu filhos de forma trágica ou violenta, em algumas datas a dor
fica mais difícil de suportar; o Dia das Mães é uma delas
Dizem que a dor mais intensa que uma mulher pode experimentar é a dor
do parto. A funcionária pública Liana Paiva pariu duas vezes e afirma
que não. “Não existe dor capaz de se comparar a de perder um filho,
principalmente quando este filho é tirado de você de maneira violenta”.
Liana teve seu filho Rafael Patriota assassinado em dezembro de 2011. (veja detalhes no final desta matéria). Como
Liana, um grupo formado por pelo menos 56 mulheres, todas morando em
João Pessoa, faz coro com essa dor. Para suportar o constante pesar de
perder um filho de maneira trágica, elas se reuniram e formaram um
grupo, o Mães na Dor, que mesmo não sendo uma entidade jurídica, tem
objetivos bem definidos. Entre eles, compartilhar experiências, se
apoiarem mutuamente e trocarem informações sobre o andamento das
investigações e processos da morte de seus filhos. A ideia de
formar o grupo partiu de Hiperneste Carneiro, que teve sua filha – em
início de gravidez – assassinada em abril de 2010. Hiper, como é chamada
pelos amigos, percebeu que sozinha não conseguiria suportar o fardo que
deveria carregar pelo resto da vida. Por isso, reuniu mães que moram na
capital paraibana e que passam pelo mesmo drama. Inicialmente, o
objetivo do Mães na Dor era apenas pedir que justiça foi feita e que os
culpados por causarem tanto estrago em suas vidas fossem punidos. O
grupo passou a organizar manifestações públicas pedindo a localização
dos autores dos crimes, a prisão e a aceleração dos casos que ainda não
foram julgados. Em pouco tempo, a agonia estampada no rosto de cada
uma dessas mulheres falou mais alto do que qualquer grito que suas
gargantas pudessem produzir. E elas começaram a ser ouvidas, inclusive
fora da Paraíba. Elas já foram chamadas para engrossar o coro daqueles
que clamam por Justiça em outros estados, como a família da advogada
Mércia Mikie Nakazhima, 28 anos, afogada dentro de seu próprio carro, na
represa de Nazaré Paulista, em São Paulo, no dia 23 de maio de 2010. O
autor do homicídio foi seu ex-namorado e ex-sócio, Mizael Bispo de
Souza, 43, julgado e condenado a 20 anos de prisão.
Dia das Mães Ana
Ramalho perdeu o filho, o cunhado e o pai no mesmo ‘acidente’
criminoso. Ela tenta explicar a dor que sente da seguinte maneira:
quando se tem uma dor lancinante como perder um filho, qualquer outra
perda fica em segundo plano. As mulheres do Mães na Dor dizem que a
agonia é constante, sempre presente em suas vidas. Mas, algumas datas
especiais têm o poder de abrir a ferida e fazê-la sangrar ainda mais. O
Dia das Mães é uma delas. Para essas mães eternamente enlutadas, o único
programa possível é a ida ao cemitério. É lá que passam parte deste dia
dedicado à celebração da maternidade.
Foto: Familia Ramalho Créditos: Reprodução/Internet
Iguais na busca por Justiça Diferentes
em escolaridades, classe social, estado civil e reação diante da
violência que lhes tirou um filho, o que essas mulheres têm em comum é a
necessidade de que os assassinos sejam condenados e cumpram suas penas.Todas
querem Justiça. Mesmo esse conceito mudando de acordo com cada mãe, em
geral, elas querem o julgamento e a prisão dos culpados. Entretanto, a
condescendência das leis – invariavelmente, pró-réu – frustra a busca
dessas mães. Ana Gláucia Barbosa Belmont, mãe de Everton Belmont,
27, assassinado em março de 2010, não acredita mais na Justiça. Ela viu
o assassino de seu filho confessar o crime e ficar em liberdade durante
os mais de dois anos que separaram o homicídio do julgamento. O réu foi
condenado, mas continua em liberdade por que seu advogado recorreu do
veredicto e ele tem direito de aguardar o resultado do recurso fora das
grades. “O que eu mais queria, agora, era que ele fosse para a cadeia,
mas é uma pena que não vou ver isso acontecer”, indigna-se. O que
mais machuca Gláucia é saber que o assassino de seu filho não só está em
liberdade como tem uma vida boa. “As pessoas tiram fotos e me mostram
que está levando uma vida boa, namorando, passeando na praia”, diz,
completando que está muito decepcionada com a Justiça e teoriza: “É por
isso que a violência está tomando a proporção que estamos vendo todos os
dias, porque não há punição e a morosidade é grande”. Lenyze
Guimarães, mãe de Daniel Guimarães, 24, morto em dezembro de 2011, não
se conforma que o assassino de seu filho receba a pena de alguns anos de
prisão, cumpra um sexto da pena e volte a ter uma vida normal, enquanto
seu filho nunca mais estará com ela. Submetida à visão de seu filho
morto, estendido por horas no asfalto enquanto os peritos realizavam seu
trabalho, Lenyze não consegue ter nenhum pensamento de resignação em
relação ao assunto. Para ela, Justiça seria o algoz de Daniel sofrer o
mesmo fim. Hiperneste não consegue ter uma boa noite de sono há
três anos, desde que sua filha, Aryane Thais – grávida de poucos meses –
foi assassinada. O fato de o acusado estar solto aumenta sua angústia e
a deixa desiludida em relação ao Sistema Judiciário. Como o acusado do
crime aguarda julgamento em liberdade, mesmo que seja condenado, deverá
recorrer e, nesse caso, também sairá solto do Tribunal, pela mesma porta
que a família da vítima. Liana Paiva acredita na Justiça, mesmo
reconhecendo que é muito morosa, fato que acaba prolongado o sofrimento
das famílias das vítimas. “A condenação do culpado não diminuirá minha
dor, mas encerrará um ciclo”, diz.
Foto:Protestoem São Paulo Créditos: Reprodução/Internet
ONG O
trabalho do Mães na Dor ganhou proporções que nem mesmo suas fundadoras
esperavam. Antes, quando sabiam de uma mãe que estava passando pelo
mesmo drama, elas iam ao seu encontro e ofereciam o amparo do grupo.
“Quando eu estava no chão, sem saber como iria me levantar, vieram essas
mulheres e me acolheram de maneira tão carinhosa e me fizeram perceber
que eu não precisava passar por nada disso sozinha”, diz Liana Paiva,
que hoje é uma das mais atuantes do grupo. O que elas querem agora é
se organizarem juridicamente e transformar o grupo numa organização
não-governamental (ONG). A ideia é oferecer serviços jurídicos e
psicológicos às mães que não podem pagar por eles. Para tanto, já conta
com o apoio de voluntários e outras pessoas impressionadas com a
capacidade de superação diária e mobilização dessas mães.
Elisângela, mãe de Fernanda Ellen O
Mães na Dor é um grupo em que ninguém comemora a chegada de uma nova
mãe em seu quadro. Mesmo assim, o número de mulheres que fazem parte do
movimento está aumentando constantemente. Uma nova participante é
Elisângela Miranda, mãe da estudante Fernanda Ellen, 11 anos,
assassinada por estrangulamento pelo vizinho. Quando Fernanda
ainda era classificada como ‘desaparecida’, o pai da estudante, Fábio
Júnior, vendo a angústia e o sofrimento da esposa, procurou o grupo e
pediu que apoiasse Elisângela. E isso foi feito. Desde então, o grupo
esteve presente sempre que surgia alguma novidade sobre o caso. O
apoio do Mães na Dor tem sido fundamental não apenas para Elisângela,
mas também para seu marido, Fábio, que sabem que não suportariam passar
por tudo isso sem a solidariedade de quem experimenta a mesma dor.
Foto: Elisângela Créditos: Reprodução/Internet
Audiência pública Em
março deste ano foi realizada uma audiência pública na Câmara Municipal
de João Pessoa (CMJP) para discutir casos de violência ainda não
solucionados em João Pessoa. O evento foi proposto pela vereadora Eliza
Virgínia (PSDB), que fez questão da presença do grupo Mães na Dor.Hipernestre
Carneiro aproveitou o momento para solicitar apoio do poder público à
sua causa. Ela também falou sobre as reivindicações, as mobilizações e
as campanhas pelo fim da impunidade que o Grupo encabeça em João Pessoa,
ressoando os movimentos nacionais que têm a mesma finalidade. “O sonho
da minha vida foi amputado; faz três anos que eu convivo com essa dor.
Mas eu troquei o meu luto pela luta”, resumiu. O juiz Fabiano
Moura de Moura, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça
da Paraíba (TJ-PB), apoia a criação de uma ONG a partir do Mães na Dor e
já garantiu que intercederá junto ao Tribunal de Justiça no sentido de
assessorar o grupo. O juiz elogia o trabalho dessas mulheres e diz que é
necessário o cuidado por parte do poder público com as pessoas que
estão passando por esse processo de sofrimento ocasionado pela perda de
um ente querido. Ele disse, ainda, que quando olha para essas mães
não sente pena, mas, sim, vergonha pelo fato de a Justiça sofrer com a
falta de estrutura para solucionar os casos. “Quando se fala em
melhoramentos, em orçamento para uma estrutura dotada para atender as
pessoas, acha-se que o Judiciário tem demais, quando, na verdade, tem de
menos: faltam juízes, servidores, estrutura, mas os processos a cada
ano só vão aumentando”, desabafou.
A busca solitária de uma mãe A
auxiliar de serviços Francisca Luzia Pereira dos Santos é uma pessoa
simples, mas muito intensa em suas emoções e determinada em suas
convicções. Seu filho, James Pereira dos Santos,19 anos, era seu maior
orgulho. Apesar de pobres, mãe e filho tinham uma relação boa e James
era um “menino bom, que nunca se envolveu com nada de errado”.
Em
15 de junho de 2008, uma noite de domingo, James saiu de casa para
deixar um amigo na parada de ônibus. E não voltou mais. Três dias
depois, Francisca já havia percorrido todos os hospitais e até
delegacias da Capital em busca de informações sobre o desaparecimento de
seu filho. Sem sucesso.
Foi quando um amigo sugeriu que ela
fosse ao necrotério. Francisca refutou a sugestão, mas, diante da falta
de notícias de James, resolveu ir até a Gerência Executiva de Medicina e
Odontologia Legal (Gemol). Chegando lá, pediu para ver o corpo de um
rapaz, ainda sem identificação, que estava em uma das gavetas. A pessoa
que atendeu Francisca quis saber se ela estava desacompanhada e ela
respondeu: “E eu lá sabia que para ver um corpo precisava de companhia.
Se não quiser mostrar, nem precisa, que a essas alturas meu James já
deve é estar em casa”. O atendente deu de ombros e levou-a até o local
onde os corpos não reclamados pelas famílias ficam refrigerados.
O
atendente abriu um palmo da terceira gaveta. Foi suficiente. Mesmo com o
rosto virado, James usava inconfundíveis costeletas e, naquele momento,
Francisca descobriu que sua vida jamais seria a mesma.
Ela
pediu ao atendente para abrir a gaveta inteira, pois queria verificar
cada parte do corpo do filho. “Quero saber o que fizeram com meu
menino”, disse à época. Em seguida, pediu para que ninguém tocasse em
seu corpo até que ela voltasse com roupas para vesti-lo do jeito que ele
gostava.
Depois de enterrar o filho, Francisca foi em busca de
respostas. Queria saber o que havia acontecido e quem havia assassinado
James de maneira tão cruel. Nas proximidades onde o corpo foi
encontrado, ninguém ouviu ou viu nada que pudesse ajudar. A Polícia
também não tinha nenhuma pista. A polícia desistiu do caso.
Francisca
não desistiu. Ela precisava fazer aquele último sacrifício pelo seu
filho. De tanto ir sempre ao mesmo local e conversar com as mesmas
pessoas em busca de informações, acabou encontrando uma testemunha que
havia presenciado o ocorrido e, comovida com a busca solitária dessa
mãe, resolveu falar.
Assustada, a testemunha narrou a história
para Francisca, mas disse que não iria testemunhar, por que temia por
sua própria vida. “Eles são traficantes, mandam aqui na comunidade,
fizerem isso com seu filho que não tinha nada a ver com eles, imagina o
que fariam comigo”, teria argumentado a testemunha.
Com a
insistência que só uma mãe a procura de respostas é capaz, Francisca
conseguiu gravar o depoimento da testemunha, que se comprometeu contar o
que sabia à polícia.
O que a testemunha contou fez Francisca
chegar à uma terrível constatação: James morreu pelo simples fato de ser
bonito e não passar despercebido pelas mulheres.
Na noite em
que saiu de casa para levar o amigo na parada de ônibus, tanto na ida
quanto na volta, James passou em frente a um boteco, numa comunidade
próxima ao Valentina Figueiredo, onde alguns homens e uma mulher estavam
bebendo. Ele sequer percebeu a presença deles e seguiu seu caminho.
Antes
de chegar em casa, foi interceptado pelos dois homens, que, sem
palavras, desferiram em seu rosto um golpe de paralelepípedo. James
caiu, implorou por sua vida, tentou entender por que estava sendo
atacado, mas em resposta recebeu novos golpes de pedras e paus. Foi
deixado agonizando no local. Sem socorro, morreu horas depois.
O
motivo do crime, segundo a testemunha, é que a mulher que estava no bar
era companheira de um dos homens – identificado como Luís Paulo da
Silva Melo, traficante, homicida, temido na comunidade e que, não raro,
espancava a mulher. Quando James passou pelo bar, na ida e na volta, a
mulher teria reparado nele, causando ciúmes em seu companheiro, que
teria indagado por que ela estava olhando para o ‘boy’. E ela teria
respondido ‘o boy é que olhou pra mim’. Isso foi suficiente para que
Luís Paulo e seu cúmplice, Suelder Soares do Vale (conhecido como
Pantera) matassem o rapaz.
Mesmo de posse da gravação, Francisca
teve dificuldade em fazer a polícia recomeçar a investigação. Foi então
que, durante um evento da Secretaria de Segurança e Defesa Social,
conseguiu falar pessoalmente com o então titular da pasta, Gustavo
Ferraz Gominho, e pediu para que as investigações sobre a morte de seu
filho tivessem prosseguimento. Gominho se comprometeu em oferecer os
recursos que fossem necessários para a elucidação do homicídio, até
então de autoria desconhecida. Em menos de 30 dias, os acusados foram
identificados e presos.
FILHOS VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA
Foto: Aryane Thais Créditos: Reprodução/Internet
Aryane Thaís Carneiro de Azevedo
– estudante, 21 anos, estava grávida, foi estrangulada e o seu corpo
jogado em um matagal, às margens da BR-230, em João Pessoa, no dia 15 de
abril de 2010. O acusado do crime é o pai do bebê que Aryane esperava, o
estudante de Direito Luiz Paes de Araújo Neto, cuja paternidade foi
confirmada por exame de DNA. O motivo do crime seria a revelação do
teste positivo de gravidez, uma vez que o acusado tinha um
relacionamento com outra pessoa. O corpo da jovem foi identificado por
que ela estava com o exame de gravidez no bolso da calça. Em 17 de
maio de 2011, o juiz Marcos William anunciou que Luiz Paes Neto será
levado a júri popular, mas, após três do crime, o julgamento ainda não
foi marcado. Ele recorreu da decisão, por meio de dois agravos junto ao
Superior Tribunal de Justiça, ambos negados por unanimidade pelos
ministros. O acusado responde em liberdade. Rafael de Paiva Freitas Patriota –
professor de Geografia, 27 anos, e Daniel Guimarães, corretor de
imóveis, 24, foram assassinados no dia 15 de dezembro de 2011, no bairro
de Cabo Branco, em João Pessoa. O acusado pelo crime é Victor Souto
Rosa, 34 anos. O motivo teria sido uma discussão sem grande importância.
Foto: Victor Souto Créditos: Reprodução/Internet
Em
depoimentos, testemunhas informaram que o acusado teria tido um
desentendimento com as vítimas em um bar, mas deixou o local antes dos
rapazes. Amigos de longa data, eles estavam comemorando um negócio
imobiliário que Daniel havia fechado e fazia planos para o dinheiro que
receberia. Quando saíram do bar, localizado em Cabo Branco, eles
foram perseguidos por Victor Souto Rosa, numa caminhoneta Frontier,
placas MNV-6391, que atropelou intencionalmente os dois rapazes. Daniel
morreu na hora e Rafael chegou a ser socorrido, mas morreu quando estava
sendo atendido. O acusado afirma que foi um acidente de trânsito,
mas filmagens das câmaras de segurança mostram que o atropelamento foi
intencional. Além disso, ele fugiu do local sem prestar socorro e
dificilmente seria identificado se a placa da caminhonete não tivesse
ficado presa nas ferragens da moto. Victor Souto Rosa foi denunciado
pelo Ministério Público da Paraíba, que pede sua condenação por
homicídio doloso. Ele deverá ir a júri e aguarda o julgamento preso.
Rosa está detido no 5º Batalhão da Polícia Militar, dividindo cela com o
psicólogo Eduardo Paredes, condenado pela morte da defensora pública
Fátima Lopes.
Foto:Rebeca e sua mãe Créditos:Reprodução/Internet
Rebeca Cristina Alves Simões –
estudante, 15 anos, assassinada com um tiro na cabeça depois de ser
estuprada, no dia 11 de julho de 2011. O corpo da menina foi abandonado
na Praia de Jacarapé, em João Pessoa. Rebeca era evangélica e tinha uma
rotina simples. Rebeca saiu de casa, no conjunto Antônio Mariz, no
bairro Mangabeira, por volta das 7 horas para ir ao Colégio Militar,
onde estudava. Não foi mais vista com vida. Na tarde do mesmo dia, seu o
corpo foi encontrado. Passados dois anos, o que mais dói na família
de Rebeca é saber que até agora a Polícia não tem sequer suspeitos do
crime. Várias linhas de investigação foram adotadas, mas nenhuma rendeu
resultados positivos. A perspectiva de que o autor – ou autores – passem
o resto da vida impunes tira o sono da mãe da menina, potencializando
sua dor.
Foto: João Paulo, condenado Créditos: Reprodução/Internet
Francisco de Assis Guerra Ramalho – empresário, 49 anos; Matheus Cavalcanti Ramalho – estudante, 16 anos; Antônio de Pádua Guerra Ramalho – 53 anos, foram assassinados por um motorista embriagado, em 6 de maio de 2007. O
estudante João Paulo Guedes Meira, então com 22 anos, dirigia em alta
velocidade pela Avenida Epitácio Pessoa, na Capital. Câmaras de
segurança mostraram que ele não respeitava os sinais vermelhos. Sob o
efeito de álcool, quando avançou o terceiro sinal, no cruzamento da
Epitácio Pessoa com a Rua Professor José Leite, seu veículo, um Golf,
colidiu com o Pálio em que as vítimas estavam, matando três pessoas da
mesma família. João Paulo ficou foragido desde o crime, se entregou
em dezembro de 2011 e ficou preso até o julgamento, que durou 16 horas,
ocorrido no dia 30 de novembro de 2012. Ele foi condenado a 32 anos de
prisão, sendo obrigado a cumprir pelo menos 15 antes de pedir progressão
da pena para o regime semi-aberto.
Foto:Elton Créditos:Reprodução/Internet
Elton de Oliveira Nascimento
– estudante de Administração, 22 anos, foi assassinado no dia 2 de
outubro de 2010, na comunidade Bola na Rede, no Bairro dos Novais, em
João Pessoa. O caso tem muitas contradições, mas a polícia conseguiu
apurar que o rapaz estava em seu carro, por volta das 18h30, e quando se
aproximou da comunidade se deparou com um tiroteio entre gangues
rivais. Assustado, o rapaz – que estava acompanhado de um tio – deixou o
veículo e correu. Um dos marginais que participavam do tiroteio
percebeu a presença de Elton e foi atrás dele, matando-o com oito tiros,
na cabeça, tórax e costas. O tio da vítima, o policial civil
aposentado José Carlos de Oliveira, de 48 anos, ficou ferido, mas
sobreviveu. Policiais militares realizaram diligências, mas não
conseguiram identificar os autores do assassinato. Dois foram presos,
mas a conclusão do processo se complica e o caso não fecha. O maior
problema é que, por medo, a população não fica calada e, por falta de
testemunhas, os assassinos têm a impunidade garantida. A comunidade Bola
na Rede é dominada por grupos de traficantes de drogas.
Foto: Jéssica Créditos:Reprodução/Internet
Jéssica Lais da Silva Barbosa
- estudante, 18 anos, e seu sobrinho, Luis Gustavo de Melo Barbosa, 4
anos, foram vítimas da irresponsabilidade um motorista alcoolizado, no
dia 9 de maio de 2010. Na proximidade do povoado Chã de Jardim, no
município de Areia, o Fiat Palio em que as vítimas estavam foi
abalroado por uma ambulância da Prefeitura Municipal de Areia, guiada
por Ednado Teixeira de Brito Lira, conhecido por Naldo de Muquên. Numa
ultrapassagem indevida, em uma estrada reta, ele acabou colidindo em
alta velocidade na traseira do carro onde a Família Barbosa estava,
fazendo-o capotar. A criança foi arremessada para fora do carro e
Jéssica morreu presa às ferragens. Além das vítimas, também
estavam no carro os pais da jovem e suas duas irmãs, que tinham ido
comemorar o Dia das Mães no município de Areia e estavam retornando para
João Pessoa. O motorista não prestou socorro e fugiu do local. Julgado pelo ‘acidente’, Ednado Teixeira de Brito Lira foi condenado a pagar algumas cestas básicas. Everton Barbosa Belmont -
gerente do Banco Real da General Osório, 27 anos, foi assassinado a
tiros após uma discussão, no dia 14 de março de 2010, em Jaguaribe, João
Pessoa. O rapaz estava bebendo em um bar perto da sua casa, quando o
contador Wagner Soares Nóbrega, 40 anos, se aproximou para reclamar
sobre a suspensão de um cheque. Teve início uma discussão e Wagner foi
até seu carro buscar um revólver e, ao retornar ao bar, efetuou cinco
disparos contra Everton. Dois tiros atingiram o tórax e a perna da
vítima, que chegou a ser levado para o Hospital da Unimed, mas morreu
pouco tempo depois. Amigos de Everton Belmont conseguiram tomar a
arma das mãos do acusado, mas ele conseguiu fugir do local em uma
camionete L200. Wagner se apresentou à polícia no dia 18 de março de
2010, quatro dias após o crime, e alegou legítima defesa. Durante o
inquérito, envio do processo ao Ministério Público, e pronúncia do juiz
que determinou o julgamento do acusado por júri popular, ele ficou em
liberdade. O julgamento aconteceu no dia 24 de agosto de 2012 e, após 12
horas, ele foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão, por
homicídio doloso, quando há intenção de matar. Como seu advogado
recorreu, ele continua em liberdade aguardando o julgamento do recurso. James Pereira dos Santos –
estudante, 19 anos, morto a pauladas e pedradas, em 15 de junho de
2008, no Valentina Figueiredo, em João Pessoa. Os autores do crime, Luís
Paulo da Silva Melo e Suelder Soares do Vale (Pantera), ambos de 21
anos, foram presos quase um ano depois do crime. Ambos são traficantes e
Luiz Paulo foi apontado como autor de outros homicídios na cidade de
Santa Rita. Eles foram condenados e cumprem pena em um presídio da
Capital. Fernanda Ellen Cabral de Oliveira –
estudante, 11 anos, desapareceu no dia 7 de janeiro de 2013, quando
voltava da escola, a poucos metros de casa. Três meses e um dia após o
desaparecimento, a polícia descobriu que a menina havia sido assassinada
pelo seu vizinho, Jefferson Luís de Oliveira Soares, 25 anos. Ele disse
que queria roubar o celular da menina e, depois de atraí-la para dentro
de sua casa, acabou estrangulando-a e enterrando seu corpo no quintal
de casa, onde ficou durante os três meses em que durou a investigação.
Jefferson está preso, aguardando julgamento e diz temer por sua vida na
prisão.